Denison Rafael

Denison Rafael
Imagem retirada de: ranchocarne.org

sábado, 31 de outubro de 2009

O VALOR DE SER ÚNICO



Imagem retirada de:miguelmartini.com


Deus no início da criação e união da poeira cósmica fez cada coisa conforme a sua imaginação. Assim, o seu perfeito amor permitiu que cada ser fosse feito igual e único a si mesmo. O que afirmo e ratifico em minha argumentativa é que todos somos iguais em nossas diferenças.
Particularmente odeio ser comparado com "indivíduo A" ou "indivíduo B"; todos os meus defeitos e qualidades são exclusivos, criados e formados por mim.
A particularidade e singularidade do ser estão atreladas à sua formação que se dá quando criança até a fase em que se encontra.
Desse modo, quando ajo dessa ou daquela maneira, penso isso ou aquilo - sou somente eu que pensa e age. Não importa se indivíduo "A" ou "B" agia assim, pois tenho personalidade suficiente para ser eu mesmo. Se algo lhe incomoda ou agrada é simplesmente por que sou assim mesmo. Não há necessidade de dizer que lhe lembro esta ou aquela pessoa. Se algo há em suas memórias que seja somente em relação ao que faço e digo.
Sou aquilo que sou pautado no que era e no que devo ser. Sou a soma dos meus Eu’s no caminhar constante em direção linear.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

FILOSOFIA DE VIDA



Imagem retirada de: contanatura.weblog.com.pt


Num ritmo frenético de minha existência neste amalgamo de saber, uma reflexão tornou-se o centro das atenções quando tratara acerca do planejamento e gestão da vida. A partir disso, um introspecto norteou a realidade de um ser singular. Fazer planos teleológicos que só nos conduzem para caminhos sem volta. Perceber quanto vale não ficar parado, mas ainda que estejamos na inércia, é saber que o mundo nunca pára. Perceber também que a vida está pautada em planos e metas. O aqui e o acolá estão calculados milimetricamente e o frustrante é saber que quando não se entram dentro do esquema, tudo muda. (Redundância necessária). A reflexão que lera argumentava que uma boa gestão está norteada em um planejamento estratégico que não deixe falhas e nem máculas. De certo modo, são assim como os caminhos estão traçados. Buscar a perfeita harmonia do cosmo, ou pelo menos, o simples fato de não errar é notório. Mas isso é um tanto preocupante. Errar é aprender também; a aprendizagem está atrelada às nossas experiências e vivências. Não ter medo de arriscar, não ter medo de dizer sim a vida, não ter medo de sentir o novo, ser estranho e normal.
Alguém comentara que desejava viver uma vida pautada no hoje, mas sem perder de vista o amanhã. Uma nova filosofia de vida apresentara, a qual o desejo dominou o ser. De nada adianta traçar planos com esta ou aquela pessoa, caminhar por este ou aquele caminho, subir ou descer, se o hoje não for mais importante que o amanhã. Se tiver planos para um futuro diferente, faça o melhor hoje. Esta filosofia solidificou-se em meu ser!
É como Shakespeare dissera: “Aprende que as circunstâncias e os ambientes influenciam, mas você é responsável por si mesmo. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mais com o melhor que pode ser. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiências que teve e o que aprendeu com elas do que com quantos aniversários celebrou.” Portanto, o viver hoje é viver a vida, se quiseres fazer parte dela, viva-a comigo também.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

KRONUS RELATIVO


Imagem retirada de: netmito.blogspot.com


Sempre digo: a vida é aquilo que fazemos dela. Vejo o quão valorosa é a vida dentro de uma perspectiva tridimensional. As pessoas na corriqueira atividade do seu cotidiano se perdem no tempo e no espaço por não saberem dá o devido valor para os acontecimentos que as circundam. Diante disto, posso pôr à verificação a partir do que me ocorrera numa bela tarde ensolarada, num dia aparentemente comum, onde os pássaros cantavam alegremente e a música ecoava por entre os cômodos vazios da casa, livros na biblioteca e mentes trabalhando. O que mais se desejava era ver ou ter o espírito guerreiro e conquistador. E dos poucos segundos que lhe sucedera, um sonho perfeito enobreceu sua alma e alimentou seu coração. A viagem transcendental é uma realidade absoluta no ser. Assim, você percebe que está rodeado de muitas cores e formas, mas apenas uma lhe chama a atenção. Um bilhete traz o ânimo que ascende a chama do alto astral, um abraço gostoso e envolvente arranca de si próprio um sorriso mágico; e as cores se misturam. Muitas palavras ditas, mas a compreensão que se tem são dos gestos e dos olhares. O cheiro que se sente é disperso por todo o vão; não é um jardim, mas se tem Rosa. O sentido maior é o palpitar dos corações. Não importa quão grandioso é o lugar quando o que se tem é o valor maior de sua presença. As horas correm, o kronus voa, o relógio não pára, mas sequer o tempo se move; permanece estático, inerte (...) diante das circunstâncias. Mas como o alfa e o ômega, o sonho chega ao fim. Depois de muitas voltas no epicentro da terra, percebe-se o quão importante são os fatos que estão diante de nós.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

SOL E LUA, ONDE ESTÃO?



Autor da arte: Denison Rafel


Poderia dizer que “quero me encontrar, mas não sei onde estou.” Mas sei que os livros estão em cima da mesa, o ventilador tocando nas folhas que se espalham...”era você a menina dos meus sonhos que me apaixonei”, se ouve no som; a música ecoa por entre os cômodos vazios da casa. Os pensamentos divagam pelo imenso céu azul estrelado. Textos a serem lidos, resenhas a fazer e o cansaço da longa caminhada realizada. Nada se pode esperar do inesperado! Como dizia o grande poeta Renato Russo: “o céu já foi azul, mas agora é cinza” e “acho que o imperfeito não participa do passado, troco as pessoas, troco os pronomes.” No fim de tudo, sou mais um leigo poeta que entre versos e estrofes me encontro e me perco como em um labirinto. No mais, Deus já faz.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

PENSAR FAÇO PENSANDO



Imagem retirada de: juliana-ayres.blogspot.com



O homem, em termos gerais, encara o mundo objetivo através de suas subjetividades e estas determinam o modo como lidamos com as situações reais e concretas.
Nós agimos às vezes por impulso, outras vezes por confiarmos em alguém ou alguma coisa.
O fato é que somos seres racionais e lidamos com os acontecimentos através de nossa racionalidade. Mas nem sempre isto é possível. Há momentos em que transcendemos a barreira da racionalidade e somos “pura emoção”. Queria eu ver o pássaro voar em liberdade dentro de uma gaiola.
O nosso pensar e o nosso agir estão também ligados, muitas vezes, ao que sentimos. Não somos nem totalmente livres e nem totalmente presos; somos razão e emoção.
Os meus pensamentos não são mais meus; hoje já não os domino e nem sou dominado por ele. Ele tem um objetivo último que me deixa feliz, introspectivo, atônito (...)
O meu pensar faço pensando. Aquilo que penso é aquilo que quero é aquilo que sou.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

HISTÓRIA DIÁRIA

Imagem retirada de:letrasimples.blogs.sapo.pt


A história é um desencadeamento de fatos diários que alguns podem considerar importantes ou não. O fato é que marca, e quanto a isso não há argumentos que a desfaça. Mas, o mais importante, é que muitas vezes a história que fazemos acontecer pode mudar a nossa história de vida. (Redundante e confuso, né?)
É simples de entender que a história escrita é a tradução da história vivida. Há pessoas que percebem já muito tarde. Mas percebi ainda quando nem era o brilho dos olhos apaixonados de meus pais. Quando o vento corria de um lado ao outro sem norte e nem direção. Quando o cosmo não me entediava com a monotonia das estrelas e o movimento circular dos planetas.
Daí pensei: quero caminhar em passos longos, quero correr, parar, olhar, admirar, ver o céu, o sol e ar. Quero fazer história. Quero ser a história.
E os dias se passaram, e do invisível apareci. Percebi meus sucessos, fracassos, vitórias (...). A solidão que muitas vezes estava atrelada nas trajetórias e no longo devaneio da vida foi passando. Estive desenhando, mas muitas vezes esquecia o que estava na tela. Outras vezes, de poesia e poesia via o brilho do teu olhar fazendo parte do meu imenso oceano da vida. E percebi que o cheiro das flores não compreendia os meus desejos do coração. Apenas a Rosa entre as flores do jardim é que encantava e perfumava a essência presente no ar.
E a história foi sendo construída. Não de passados e nem futuros, mas do presente que é presente de Deus. E assim sou eu: a história que se fez, que se faz e que é. No fim, é Deus que faz todas as coisas.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A FARINHA DO MEU PIRÃO




Imagem retirada de: brazil-brasil.com


A cultura determina nosso modo de pensar, de agir, nossos gostos, costumes, comportamento, entre outros. É impressionante como somos inseridos dentro de um meio e socializados pelos indivíduos que nos circundam; aprendemos e apreendemos como agiremos em determinadas situações, como se desenrolarão as “coisas” e como estas devem e podem ser feitas. Isso é muito “coisificante” mesmo (rsrs). E o mais engraçado é que pensamos que a vida é assim e nada pode mudar.
Antes de ontem, enquanto degustava uma deliciosa sopa (que não era de letrinhas.. rs) na hora do jantar, passei a refletir muito mais sobre este assunto. Acreditem ou não, mas depositei uma porção de granuladas pedrinhas amarelas na minha deliciosa sopa. É interessante como até mesmo a farinha pode expressar muito sobre os Roraimenses e, particularmente sobre quem eu sou.
Abro um parêntese para relembrar também que tinha um professor meu, um velho alemão de bons costumes conhecido por alguns como “chucrute”, que tomava coca cola logo pela manhã e acreditava que comer batata no café da manhã era natural dos alemães. Além disso, dizia que nós costumávamos colocar areia na nossa comida. Em verdade, em verdade vos digo: que se passarão os céus e a terra, mas que aquilo não era areia, mas sim farinha! (que louco, meu? hihihi)
Partindo dessas lembranças, vejo que podemos diferenciar um alemão de um roraimense pelo paladar.
Vasculhando mais além na minha cachola memorial, lembro que ano passado, quando fui participar de um congresso sobre Defesa Nacional, passei uma semana no Rio de Janeiro sem saborear a tão verdadeira “farinha nossa de cada dia”. Confesso a vocês, que tanto eu como os outros seis roraimenses que lá estavam, sentiram na pele a falta da farinha caroçuda da Terrinha. (rsrs) Daí lembrei muito bem das minhas aulas de “Construção Social da Identidade” e “Construção Social da Diferença” no qual o professor dizia que só sabemos quem somos quando existir o outro diferente a nos confrontar: sei que não sou alemão porque não gosto de batata no café da manhã, sei que não sou carioca porque não gosto de “poeira branca” (farinha bem fininha) no meu almoço, mas possivelmente sou roraimense porque gosto de “areia” no meu almoço.
Quem diria que a farinha do meu pirão sabia muito mais de mim do que eu mesmo.
Diga-me o que tu comes que direis quem tu és. xD
P.S: Caro leitor, não entre em crise, isso é apenas um elemento dentro vários de uma cultura. Não pode determinar quem você é ou não. Isso foi apenas uma maneira ilustrativa do meu dia a dia.